sexta-feira, 10 de maio de 2013

Métodos de mensuração, variação da frequência cardíaca e pressão arterial

Métodos de mensuração, variação da frequência cardíaca e pressão arterial

Física e Condicionamento Físico Como aferir\medir a frequência cardíaca

A FC NUnca pode ser vista usando o polegar.


Frequência cardíaca

Frequência cardíaca ou ritmo cardíaco é o número de batimentos cardíacos por unidade de tempo, geralmente expresso em batimentos por minuto (bpm).


Pressão Arterial 

Pressão Arterial é igual a debito cardíaco vezes a resistência vascular periférica. A pressão arterial esta totalmente ligada ao aumento da freqüência cardíaca e com o aumento do volume sistólico  e a resistência vascular periférica.

  Q x RVP        

(VSxFC) x RVP

Respostas agudas

Consideram-se respostas agudas ao exercício aquelas que ocorrem durante a sua realização, em sessões isoladas de treinamento, enquanto que as respostas crónicas estão associadas a adaptações fisiológicas que ocorrem num prazo mais longo, decorrentes de treinamento regular e dependentes do tipo de sobrecarga aplicada.

RESPOSTAS AGUDAS E CRÓNICAS DA FREQUÊNCIA CARDÍACA 

A frequência cardíaca reflete alguma da quantidade de trabalho que o coração deve realizar para satisfazer as demandas metabólicas quando iniciada a atividade física. Durante o exercício, a quantidade de sangue colocada em circulação aumenta de acordo com a necessidade de fornecer oxigénio aos músculos esqueléticos. A máxima capacidade de captação de oxigénio (VO2max) é definida pelo débito cardíaco máximo multiplicado pela máxima diferença arterio-venosa de oxigénio (aVO2). Uma vez que o débito cardíaco é determinado pela interação da FC e do volume sistólico, o VO2no exercício é diretamente relacionado com os valores de FC.

No repouso, a FC situa-se em torno de 60 a 80 batimentos por minuto. Em pessoas de meia idade, não condicionadas e sedentárias, pode exceder os 100 batimentos por 
minuto. As respostas agudas da pulsação ao exercício dependem de diversos
 fatores, como a posição corporal, o estado clínico, a volemia e as condições ambientais.



RESPOSTAS AGUDAS E CRÓNICAS DE PRESSÃO ARTERIAL 

A pressão arterial (PA) é definida pela força exercida pelo sangue por unidade de superfície da parede vascular, refletindo a interação do débito cardíaco com resistência periférica sistémica. A PA
é representada pela pressão sistólica (PAS) e pela pressão diastólica (PAD). A pressão sistólica representa a mais alta pressão nas artérias, estando intimamente associada à sístole ventricular cardíaca. A pressão diastólica representa a menor pressão nas artérias ocasionada pela diástole ventricular cardíaca, quando o sangue está preenchendo as cavidades ventriculares. O fluxo de sangue através da circulação sistêmica depende, parcialmente, da diferença de pressão entre a aorta e o átrio direito. Durante os exercícios, a pressão sistêmica tende a aumentar. A diferença entre as pressões sanguíneas na aorta e no átrio direito aumenta e, consequentemente, há um aumento da velocidade de deslocamento do fluxo, principalmente para os grupos musculares mais exercitados. No exercício aeróbio, à medida que o débito cardíaco aumenta, a resistência periférica eleva-se nos tecidos metabolicamente menos ativos, enquanto tende a diminuir na musculatura em trabalho. Com isso, e dependendo da massa muscular ativa, a resistência periférica total sofre um decréscimo, com aumento de fluxo sanguíneo geral e aumento apenas moderado da pressão arterial média. Por outro lado, durante o exercício de força, tanto a PAS quanto a PAD tendem a se elevar, ocasionando um aumento também expressivo na pressão arterial média, mesmo que por um período curto de tempo. Isoladamente, a PAS e a PAD exibem comportamentos diferenciados durante o exercício. Em atividades contínuas de intensidade progressiva, a PAS aumenta em proporção direta à intensidade do exercício, em função da elevação do débito cardíaco. Em exercício máximo, pode ultrapassar os 200 mmHg.  A pressão diastólica pouco varia durante a prática de exercícios de natureza aeróbia, quando comparada à PAS e à FC,  posto que a pressão sistêmica durante a diástole
cardíaca tende a permanecer nos níveis de repouso. Em atividades com forte componente estático, em função da constrição capilar pelos músculos ativos, aliada ao aumento do débito cardíaco, pode ocorrer elevação significativa da PAD. No exercício contra-resistência, a pressão arterial pode atingir valores maiores do que nas atividades contínuas aeróbias. MacDougall e col.  chegaram a medir, com auxílio de métodos invasivos, valores da ordem de 480/350 mmHg, numa amostra onde o valor médio foi de 320/250 mmHg. Todavia, a curva evolutiva da PAS durante os exercícios contra-resistência tende a ser semelhante ao que se descreveu anteriormente para a FC. Sale e col.  por exemplo, mediram diretamente a pressão arterial em oito homens destreinados, a fim de comparar as respostas pressóricas durante o exercício leg-press, realizado em equipamento isocinético e com pesos livres.  


Exercício Dinâmico

Nos exercícios dinâmicos, ocorrendo uma maior carga volumétrica no ventrículo esquerdo, as respostas cardíacas e hemodinâmicas são proporcionais à intensidade e à massa muscular envolvida na atividade.


Exercício Estático

Em exercícios com forte componente estático, as respostas cardiovasculares são difíceis de quantificar. O débito cardíaco sofre limitações em virtude da maior resistência periférica, já que a oclusão nos capilares teciduais, proporcionada pelos músculos ativos, prejudica o fluxo sangüíneo do compartimento arterial para o venoso.


 Como aferir\medir a frequência cardíaca?

Manual
Monitores cardíacos
Eletrocardiograma

Manual

Medição manual dos batimentos cardíacos pelo pulso.
A frequência cardíaca pode ser mensurada, de forma manual, em qualquer lugar do corpo onde pode ser detectada a pulsação arterial. Nestes locais existem artérias que transmitem o pulso para superfície da pele. Podemos medir a frequência da pulsação arterial pressionando estes locais com os dedos indicador e médio e, frequêntemente, as artérias também são comprimidas contra tecidos subjacentes como ossos, por exemplo. Esta medição não deve ser efetuada com o dedo polegar, pois sua forte pulsação arterial pode interferir na correta percepção do pulso aferido.
Como a unidade da frequência cardíaca é bpm, a contagem da pulsação arterial deve ser realizada acompanhando e contanto os pulsos de um minuto completo. 


Monitores cardíacos


Uma forma prática de acompanhar frequência cardíaca em exercício é por meio de monitores cardíacos de pulso, atualmente bastante difundidos entre atletas amadores e profissionais pelo baixo custo do equipamento e facilidade de uso da frequência cardíaca para controlar a intensidade de treinamentos cardiorrespiratórios.
Este tipo de equipamento consiste de um aparelho monitor, parecido com um relógio, que é colocado no pulso. Outra parte do equipamento é uma fita elástica, com eletrodos, que é colocada na região torácica e consegue captar a atividade elétrica do coração. A informação captada pelos eletrodos é transmitida para o monitor no pulso onde frequência cardíaca é visualizada em tempo real. No entanto, estes equipamentos são eficientes apenas durante esforços físicos.


eletrocardiograma

O método mais preciso de mensuração da frequência cardíaca é o eletrocardiograma, também chamado de ECG. É um teste clínico, não invasivo, e consiste da fixação de eletrodos que captam a atividade elétrica do coração. Esta informação é impressa em papel milimetrado onde podem ser observados os padrões de contração do músculo cardíaco. Este exame pode detectar muitas disfunções cardíacas.




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Avaliação lactacidêmica e determinação de limiares de lactato


Avaliação lactacidêmica e determinação de 

limiares de lactato



Lactato:
 
    O lactato é um produto final da glicólise anaeróbica que ocorre em tecidos hipóxicos. Contudo, tecidos bem oxigenados podem em certas condições gerar lactato através da glicólise aeróbica. 
    A produção normal de lactato é de 1 mmol/Kg/hora. Ocorre principalmente no músculo esquelético, intestino, cérebro e glóbulos vermelhos; estudos em animais e humanos mostraram que o pulmão pode ser uma fonte importante de lactato no contexto de lesão pulmonar aguda. 
    O lactato formado pode ser captado pelo fígado e ser convertido em glicose (neoglicogénese) ou ser utilizado como combustível (fonte de energia). 
O metabolismo anaeróbico da glicose produz apenas 47 Kcal de energia por mole de glicose, enquanto que o metabolismo aeróbico gera 673 Kcal por mole de glicose. A oxidação do lactato produz 326 Kcal por mole de lactato e como 1 mole de glicose produz 2 moles de lactato, a energia produzida a partir da glicólise anaeróbica será aumentada para 625 Kcal (2 x 326) – esta via é utilizada durante o exercício e pode ocorrer nas fases iniciais do choque (quando o músculo esquelético torna-se anaeróbico o lactato gerado pode ser utilizado como fonte de energia por outros órgãos vitais que ainda estão em aerobiose, como o coração e o S.N.C.).
Glicólise anaeróbica: Glicose + 2 ATP + 2 H2PO4 ® 2 Lactato + 2 ADP + 2H2O






Concentração de Lactato no sangue


              A concentração de lactato no sangue é decorrente do lactato produzido pelo lactato metabolizado. O gráfico mostra que a metabolização aumenta até que em uma determinada carga estabiliza (atinge um plato, que é a capacidade máxima de metabolizar o lactato).


Limiar Anaeróbio 

    O principal modelo de determinação de limiar é Lactacidemia  essa determinação ocorre através de uma amostra de sangue onde se mede a concentração de lactato.
    O limiar anaeróbio se ref
ere á intensidade de exercício onde o nível de lactato sanguíneo começa a se acumular numa velocidade mais alta do que vinha acontecendo em intensidades de exercício mais leves. A partir desse ponto a velocidade de produção de lactato ultrapassa a velocidade de remoção causando um acúmulo que vai se acentuando cada vez mais.

Existem basicamente dois Limiares:

limiar 1: representa o ponto onde a produção de lactato é aumentada, mas ainda existe um equilíbrio entre produção e remoção, as fontes aeróbias de energia continuam sendo predominantes no fornecimento de energia para a atividade;

limiar 2: representa o ponto onde a produção de lactato é aumentada desproporcionalmente ao que vinha acontecendo nas intensidades inferiores de exercício, e a fonte energética aeróbia não consegue mais manter “sozinha” (predominantemente) o fornecimento de energia, passando a necessitar de ajuda das fontes anaeróbias, que acentuam o acúmulo de lactato induzindo à fadiga precocemente.



Histórico


  • ž   1907- Fletcher & Hopkins - Formação de lactato pela contração muscular;

  • ž   1950 e 1960 - Hollmann e col.
Início do metabolismo anaeróbio.
Ponto onde a ventilação pulmonar (VE) aumentava desproporcionalmente em relação ao VO2
  •   ž1964 - Wassermann& McLLory
                  ›Limiar anaeróbio

Coincidência do ponto de inflexão da curva de lactato com a curva ventilatória.


O que é o Limiar Anaeróbio?
žMais alta intensidade que pode ser realizada sem  participação significativa do metabolismo anaeróbio.
ž(Benecke 1995; Heck 1990; Heck et al. 1985)


Utilização do Limiar Anaeróbio

žPrescrição de intensidade adequada de exercício;
- žPredição de performance;
- žAvaliação longitudinal de efeitos de treinamento aeróbio;


Testes em aula 

Seria testado o lactato sanguíneo com o uso do Cibex e fazendo o teste de Lactacidemia.




Tiras reagentes para controle do lactato sanguíneo.






Teste pronto com os limiares



sexta-feira, 26 de abril de 2013

ERGOESPIROMETRIA



ERGOESPIROMETRIA

    O teste ergométrico é um procedimento não invasivo, que pode conferir informações diagnósticas e prognósticas, além de avaliar a capacidade individual para exercícios dinâmicos. Os aparatos disponíveis para a realização de diferentes testes, que envolvem o esforço físico, apresentam características distintas, podendo variar de sistemas mais simples a equipamentos com elevado grau de sofisticação tecnológica.
Independentemente do local onde o exame seja realizado, é fundamental que algumas premissas devam ser respeitadas: ambiente adequado, equipamento básico, pessoal treinado e preparo e orientação do paciente, de acordo com o objetivo do exame. É fundamental, ainda, que exista pessoal para atuar em situações de emergência.

  


Equipamentos para a execução de Testes


Teste ergométrico (TE) - Preferencialmente, um computador central deverá controlar o funcionamento do ergômetro (esteira ou cicloergômetro) e demais equipamentos periféricos (oxímetro, monitor de pressão), todos eles interfaceados.


 Ergômetro - Os ergômetros devem ser, preferencialmente, eletrônicos ou eletromagnéticos e dispor de interface de comunicação com o computador central, através de saída analógica ou digital, para onde deverão ser enviados dados de velocidade, inclinação, ciclos, etc. e recebido os comandos de variação de carga.
Teste feito em cicloergômetro

Teste com esteira feito na Lapex com esteira


A Ergoespirometria avalia apenas três parâmetros:


- Volume ventilatório minuto;



- Mede  % O2 e CO2 do ar inalado;



- Mede  %O2 e CO2 do ar exalado;




VO2 =  VE (% extração O2)

VCO² = VE (%produção CO2)

Medida da Ventilação - O aparelho para medida da ventilação deverá ter acurácia suficiente para medidas de diferentes volumes e velocidades de fluxos e baixas resistência e inércia. Além disso, é desejável que o aparelho permita sua conexão ao computador, para maior facilidade da correlação dos dados obtidos.
A medida da ventilação durante o exercício requer que o indivíduo testado tenha suas narinas fechadas por um clipe nasal e que o bocal não permita qualquer escape de ar. O espaço morto do equipamento também é importante (máximo =100 ml).
Para realização de medidas precisas, é necessário que seja determinada a umidade relativa do ar, realizando-se os ajustes para temperatura e pressão padronizados (ou seja, STPD).

Calculam o O2 por ionização e o CO² por turvidez
    Vários tipos de fluxômetros podem ser utilizados: transdutores de massa, pneumotacômetros de Fleish, anemômetros, entre outros. Esses sistemas permitem medidas das trocas gasosas a cada ciclo respiratório (respiração por respiração - do inglês "breath by breath"). Com estes sistemas, as respostas do paciente tornam-se disponíveis imediatamente, e, com o sistema acoplado ao computador, as medidas são continuamente disponibilizadas na tela (durante o exame).
    Os pneumotacômetros medem as reduções de pressão geradas pelo fluxo através de um tubo. A relação entre fluxo e queda da pressão é analisada através da Lei de Bernoulli (o fluxo é proporcional à raiz quadrada da diferença de pressão). Essa lei permite a medida do fluxo com o pneumotacógrafo. Os transdutores de volume à turbina medem o fluxo bidirecional de ar na boca. Anemômetros consistem em um tubo fino com um arame aquecido em seu interior. Conforme o ar flui pelo tubo, ele esfria o arame. O volume de fluxo do ar é proporcional à quantidade de eletricidade necessária para reaquecer o arame.






Observação: O percentual de O2 no ar atmosférico é de 21%, esse valo pode oscilar devido a poluição ambiental. Porém o que realmente oscila é o percentual de CO² que está em torno de 0,03%.

Exemplo: Então se for inalado 21% e eu exalo 19%, isso mostra que eu consumi 2% do VOLUME VENTILATÓRIO. Se um sujeito tivesse ventilado 10 litros, seriam 2% de 10 litros

Conceitos que devem ser sabidos para fazer uma analise 

VO: capacidade de transportar o oxigênio 

VOde pico: quando temos um macro, mas não temos um platô 

VO2 máximo: Consumo Máximo de Oxigênio 

É a taxa máxima que o organismo de um indivíduo tem de captar e utilizar o oxigênio do ar que está inspirando para gerar trabalho. VOmax é diferente de VOVOrefere-se ao consumo de oxigênio pelo organismo numa determinada intensidade de exercício.

Tanto VO áx. (consumo máximo de oxigênio) como VO (consumo de oxigênio) podem ser expressos em:


a) l . min-1 (litros por minuto = litros de oxigênio absorvidos no espaço de tempo de 1 minuto, pode ser chamado de valor absoluto, Adams 1994).
ou
b) ml . kg -1 . min -1 (mililitros por quilograma de peso por minuto = mililitros de oxigênio absorvidos por quilograma de peso corporal no espaço de tempo de 1 minuto, pode ser chamado de valor relativo, Adams 1994)



Taxa de Troca Respiratória - RER


RER = VCO2 / VO2

Glicose
RER = 6 CO2 / 6 O2 = 1,0

Palmitato
RER = 16 CO2 / 23 O2 = 0,7

RER = Taxa de Troca Respiratória = produção de CO² / pelo consumo de oxigênio

                                       RER próximo 0,7 predominância de gordura
                                       RER próximo  1,0 predominância de carboidrato


RER acima de 1,0 é igual a um estado de ACIDOSE. Pois a oferta de CO² que é decorrente não mais de oxidação, mas do tamponamento de lactato.
RER abaixo de 1,0 é igual a um estado de OXIDAÇÃO.  É a redução da ventilação pulmonar fazendo  aumentar a concentração de CO².



O2 máximo e envelhecimento  

O consumo máximo de oxigênio cai a medida que se envelhece. A partir dos 30 anos o VO2 começa a ter uma queda, essa queda ocorre dev
Ido a sarcopenia ( perda dos sarcômeros) na ordem de 7 milímetros a cada 10 anos.



O treinamento de força o ponto de queda pode ser deslocado ou diminuir a declividade da curva.
O treinamento vai diminuir a sarcopenia e isso vai ajudar a manter o consumo máximo de O2 alto.
O treinamento aeróbio ajuda na adaptação cardiovascular.


Limiar Anaeróbio 

    O principal modelo de determinação de limiar é Lactacidemia  essa determinação ocorre através de uma amostra de sangue onde se mede a concentração de lactato.
    O limiar anaeróbio se refere á intensidade de exercício onde o nível de lactato sanguíneo começa a se acumular numa velocidade mais alta do que vinha acontecendo em intensidades de exercício mais leves. A partir desse ponto a velocidade de produção de lactato ultrapassa a velocidade de remoção causando um acúmulo que vai se acentuando cada vez mais.

Existem basicamente dois Limiares:

limiar 1: representa o ponto onde a produção de lactato é aumentada, mas ainda existe um equilíbrio entre produção e remoção, as fontes aeróbias de energia continuam sendo predominantes no fornecimento de energia para a atividade;

limiar 2: representa o ponto onde a produção de lactato é aumentada desproporcionalmente ao que vinha acontecendo nas intensidades inferiores de exercício, e a fonte energética aeróbia não consegue mais manter “sozinha” (predominantemente) o fornecimento de energia, passando a necessitar de ajuda das fontes anaeróbias, que acentuam o acúmulo de lactato induzindo à fadiga precocemente.







JI Guimarães, R Stein, F Vilas-Boas; 

Normatização de técnicas e equipamentos para realização de exames em ergometria eergoespirometria

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Glicemia e Índice Glicêmico


Glicemia e Índice Glicêmico 

    Nossa aula do dia 12/04 foi com o intuito de medir a glicemia dos alunos em diferentes períodos de tempo pós refeição. Para isso a professora Julia Gross propôs que os colegas ficassem em jejum para fazer o teste de glicemia.


Índice glicêmico

    O índice glicêmico classifica alimentos de acordo com seu efeito imediato nos níveis de açúcar no sangue em comparação com outros alimentos. Uma classificação é feita estabelecendo-se o efeito de 50 gramas do carboidrato disponível (a quantidade total de carboidrato menos fibras) em um alimento de controle nos níveis de açúcar no sangue. Foi determinado para o alimento de controle, originalmente pão branco, o valor 100. Uma vez que isto foi estabelecido, os pesquisadores testaram quantidades iguais (50 gramas de carboidrato disponível) de vários alimentos e compararam a reação do açúcar no sangue ao alimento de controle. Quaisquer alimentos que elevaram a glicemia mais do que o pão branco obtiveram um valor mais alto, ao passo que os alimentos que elevaram a glicemia menos que o pão branco obtiveram um valor mais baixo.

Atualmente, alguns pesquisadores escolheram usar a glicose como alimento de controle em vez do pão branco. É dado à glicose o valor 100 e todos os alimentos são comparados ao seu efeito na glicemia. Quando o pão branco é usado como alimento de controle, a classificação do IG para a glicose é 140, uma vez que eleva os níveis de açúcar no sangue mais que a glicose. Mas para usar a tabela IG, não importa que método foi usado ao testar os alimentos, já que a ideia é a mesma. O valor do IG de uma comida permite comparar seu efeito na glicemia em relação a outros alimentos. Isto pode ajudá-lo a escolher melhor os alimentos, inclusive escolhendo os melhores e mais saudáveis carboidratos.





Glicemia

   A glicemia é a concentração de glicose no sangue ou mais precisamente no plasma. O nosso corpo transforma alguns dos hidratos de carbono ingeridos em glicose e a glicemia é o nível de glicose presente no nosso sangue. 
   Mede-se a glicemia através da confirmação dos sinais e sintomas clássicos da glicemia em jejum (exame de sangue onde são verificadas as taxas de glicose no sangue) e do teste padronizado de tolerância à glicose (TTG).
Estes critérios diagnosticados estão baseados nas recomendações da comunidade médico-científica atual:
·         Normal: Abaixo de 110 mg/dL
·         Intolerância à glicose: jejum de 111 a 125 mg/dL; 2 horas após 75g de glicose: de 141 a 199 mg/dL
·         Diabetes melitus: jejum maior que 126 mg/dL; 2 horas após 75g de glicose: maior que 200 mg/dL

   O índice glicêmico (IG) é um indicador da velocidade de transformação do carboidrato em glicose. Ele mostra o quão rápido um alimento ingerido consegue  aumentar a glicemia.aumentar  a  glicose no sangue).
   O aumento da glicemia provoca a secreção de insulina, para que a glicose que está no sangue entre nas células e forneça energia para todas as funções. Até aqui, tudo bem. O problema ocorre quando se consome muitos alimentos com alto índice glicêmico, o que causará uma elevação na glicose sanguínea e, em contrapartida, será produzida grande quantidade de insulina. Esta, por sua vez, provocará uma hipoglicemia, causando cansaço, dores de cabeças, mal humor e até aumento da fome.

   O grande problema é sentido pelos diabéticos, que não possuem esses mecanismos de ajuste funcionando adequadamente (produção de insulina). Então acontece a tão temida hiperglicemia. O açúcar no sangue vai permanecer alto por um tempo bem mais longo, afinal, o diabético não consegue retirar essa glicose do sangue e utilizá-la adequadamente.

Como foi feito:


- até no máximo as 10hrs da manhã era permitido comer algo;





LANCHES com diferentes Índices Glicêmicos 

Coletas

A primeira coleta foi feita em jejum. Após a primeira coleta os alunos comeram alimentos de baixo, alto ou médio IG, 15 min, 30min e 1h. 
Após a ingestão de cada um dos alimentos  foram feitas novas coletas de sangue.



Coleta e manejo de material biológico


Coleta e manejo de material biológico 

Na aula do dia 05/04 vimos como deve ser feita a coleta de materiais biológicos como: urina, cabelo, suor, saliva, ar exalado e sangue. Porém fizemos somente coleta de sangue no laboratório.
         
CONDIÇÕES PARA A COLETA

-  Sala bem iluminada e ventilada
 - Pia
- Cadeira reta com braçadeira regulável ou maca
 -Garrote
- Algodão hidrófilo
- Álcool iodado a 1% ou álcool etílico a 70%
- Agulha descartável
- Seringa descartável
- Sistema a vácuo: suporte, tubo e agulha descartável
- Tubos de ensaio com tampa
- Pinça
- Pipetas Pasteur
- Etiquetas para identificação de amostras
- Caneta
- Recipiente de boca larga, com parede rígida e tampa, contendo hipoclorito de sódio a 2%
- Avental e máscara
- Luvas descartáveis
- Estantes para tubos 

O que deve ser feito antes da coleta da amostra de sangue?

Identifique os tubos para colocação da amostra. Escreva na etiqueta os dados do paciente: nome, número do registro, data de nascimento, sexo, data da coleta, número ou código de registro da amostra e o nome da instituição solicitante.
Em algumas unidades, utiliza-se apenas códigos ou abreviaturas em
lugar do nome do paciente.

Técnicas para coleta de sangue PN-DST/AIDS/Ministério da Saúde 

Tubos de ensaio com tampa




Marcadores dos Tubos de Ensaio para identificação dos mesmos



COLETA COM SERINGA E AGULHA DESCARTÁVEIS

1- Coloque a agulha na seringa sem retirar a capa protetora, não toque na parte inferior da agulha;

2- Movimente o êmbulo e pressione-o para retirar o ar;

3- Ajuste o garrote e escolha a vela;

4- Faça a antissepsia do local da coleta com algodão umedecido em álcool a 70% ou álcool iodado a 1 %. Não toque mais no local desinfetado;

5- Retire a capa da agulha e faça a punção;

6- Solte o garrote assim que o sangue começar a fluir na seringa;

7- Colete aproximadamente 10 ml de sangue. Em crianças, colete de 2 a 5 ml;

8- Separe a agulha da seringa com o auxílio de uma pinça, descarte a agulha em recipiente de boca larga, paredes rígidas e tampa, contendo hipoclorito de sódio a 2%;

9- Oriente o paciente a pressionar com algodão a parte puncionada,mantendo o braço estendido, sem dobrá-lo;

10- Transfira o sangue para um tubo de ensaio sem anticoagulante, escorra delicadamente o sangue pela parede do tubo. Este procedimento evita a hemólise da amostra. Descarte a seringa no mesmo recipiente de
descarte da agulha,



COLETA COM SISTEMA A VÁCUO E COLETA MÚLTIPLA


1- Rosqueie a agulha no adaptador (canhão). Não remova a capa protetora de plástico da agulha;

2- Ajuste o garrote e escolha a veia;

3- Faça a anti-sepsia do local da coleta com algodão umedecido em álcool a 70% ou álcool iodado a 1%. Não toque mais no local desinfetado;

4- Remova o protetor plástico da agulha. Faça a punção;

5- Introduza o tubo no suporte, pressionando-o ate o limite;

6- Solte o garrote assim que o sangue começar a fluir no tubo;

7- Separe a agulha do suporte com o auxílio de uma pinça. Descarte a agulha em recipiente de boca larga, paredes rígidas e tampa, contendo hipoclorito de sódio a 2%; 

8- Oriente o paciente a pressionar com algodão a parte puncionada, mantendo o braço estendido, sem dobrá-lo.  

Coleta de sangue com sistema a vácuo 



Tipagem Sanguínea 

Fomos para o laboratório para coletar as amostras de sangue entre nós e descobrir as nossas tipagens sanguíneas.



  • Grupo sanguíneo AB: Indivíduos têm tanto antígenos A quanto B na superfície de suas hemácias, e o soro sanguíneo deles não contem quaisquer anticorpos dos antígenos A ou B. Assim, alguém com tipo de sangue AB pode receber sangue de qualquer grupo (com AB preferível), mas só pode doar sangue para outros com o tipo AB.
  • Grupo sanguíneo A: Indivíduos têm o antígeno A na superfície de suas hemácias, e o soro sanguíneo contido na Imunoglobulina M são anticorpos contra o antígeno B. Assim, uma pessoa do grupo A pode receber sangue só de pessoas dos grupos A ou O (com A preferível), e só pode doar sangue para indivíduos com o tipo A ou AB.
  • Grupo sanguíneo B: Indivíduos têm o antígeno B na superfície de seus hemácias, e o soro sanguíneo contido na Imunoglobulina M são anticorpos contra o antígeno A. Assim, alguém do grupo B pode receber sangue só de indivíduos de grupos B ou O (com B preferível), e pode doar sangue para indivíduos com o tipo B ou AB.
  • Grupo sanguíneo O (ou 0): Indivíduos não possuem antígenos nem A ou B na superfície de suas hemácias, mas o soro sanguíneo deles contém  com anticorpos anti-A e anti-B contra os antígenos A e B. Portanto, alguém do grupo O pode receber sangue só de alguém do grupo O, mas pode doar sangue para pessoas com qualquer grupo ABO (ou seja, A, B, O ou AB). Se alguém precisar de uma transfusão de sangue em uma emergência, e se o tempo necessário para testar o tipo de sangue causaria um atraso prejudicial, o sangue O- (O Negativo) pode ser administrado.

Os ANTÍGENOS

Anti-A; Anti-b; Anti-D



Já no laboratório nos dividimos em duplas para fazermos as coletas de sangue.

Minha dupla e cobaia.

E o seu dedo sendo furado.



Fazendo força para cair uma gota de sangue.
Finalmente conseguimos uma gota de sangue.

Sangue aglutinado, com anti-A.